FAZER A DIFERENÇA PODERÁ MUDAR O MUNDO...MESMO QUE SEJA DAQUI A 100 ANOS.

SE HOJE PENSO ASSIM É PORQUE TENHO MINHA FAMÍLIA COMO UMA GRANDE REFÊRENCIA... EM ESPECIAL MEUS AVÓS NADIR E JOSÉ FARIAS; MINHA MÃE ,CLEUSA, PESSOA QUE DEVO MUITO,MEUS ALUNOS E AMIGOS QUE ME INCENTIVARAM E DEIXARAM MARQUINHAS NA MINHA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL E MEU MAIOR ORGULHO -MEUS MARAVILHOSOS FILHOS,MARIANA E LEONARDO CORRÊA BOENG, PRESENTES QUE A VIDA ME DEU...

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Samba-enredo na passarela da educação

“Caro e respeitado Jornalista Moacir Pereira, atuo na saúde, Hospital Infantil, tenho acompanhando diariamente a tua coluna no D.C. e teu Blog, não temos como ficar indiferentes a luta dos professores e estive presente na assembléia do dia 09/06/11 na passarela Nego Quirido levando apoio e solidariedade aqueles me ensinaram as primeiras letras. Seu blog se tornou uma caixa de ressonância do movimento histórico dos professores com depoimentos emocionados e emocionantes. Este momento entrará para a história de Santa Catarina.
Carnavalizando, respeitosamente, o que vi na passarela do samba, deixo meu carinho e respeito a todos os professores. Na passarela Nego Quirido a Escola “ Unidos pela Educação” Quesitos julgados:

Enredo: Valorização, dignidade e dedicação aos filhos dos catarinenses. Nota 10
Comissão de frente: Comando de greve, Sinte e professores. Nota 10
Evolução: Assembléias e passeatas ordeiras. nota 10
Harmonia: Diálogo, negociação e unidade dos professores. Nota 10
Samba enredo: Professores na rua, Governo a culpa é tua. Nota 10
Mestres das Salas e suas Bandeiras de luta: Nota 10
Alegoria e Adereços: Faixas, cartazes, camisetas, baneres, tabelas, diplomas. Nota 10
Bateria: composta por 65.000 ritimistas, energizada e qualificada. Nota 10
Fantasias: Que todos catarinense tenha uma educação de qualidade prestada por aqueles que vestem Guarda pó branco, Uniformes, livros, cadernos, quadros. Nota 10

Não há duvidas que o enredo esta fundamentado numa excelente argumentação, aliado a comissão de frente que tem cumprido seu papel, dialogando, negociando, propondo e sobretudo ouvindo e respeitando as vozes que vem das arquibancadas.
É notório o respeito no quesito harmonia sobretudo quando percebemos a sintonia entre o canto e o samba enredo cantado permanentemente por 65.000 passistas que evoluem em suas oficinas e cursos de capacitação, tornando-se mestre das salas de aula, impulsionados pela bateria faz ecoar o desejo de respeito e valorização daqueles que tem como fantasia um mundo melhor para todos os estudantes catarinense. Nota 10
Sendo a base de tudo, a sociedade catarinense declara a Escola “Unidos pela Educação” como a instituição vitoriosa, merecendo nota 10 em todos os quesitos.
Carlos César Duda Vieira – Florianópolis.”

Assembléia da vida

“Emoção, pura emoção… indescritível, muitos adjetivos teriam que ser usados! Mas a Assembleia Estadual foi VIDA, oportunidade de sentar viva novamente!

Estou no magistério há 10 anos. Amo o que faço, literalmente amo. Achei (ou acho) que já tinha amado mais… A escola pública está doente, os professores estão doentes em todos os sentidos. Vemos todos os dias professores entrando em licença, atestados, falta de professores, bibliotecas sem profissional, livro didático, material de apoio e salas apropriadas faltando, equipamentos ultrapassados ou em irrisório número… seria ridículo enumerar tudo o que encontramos dificuldades para ministrar nossas aulas.

Greve é algo muito desgastante, mas o único meio que vemos hoje de alcançar algo novo para Educação. Lá que encontramos apoio dos demais colegas. Lá que discutimos (nunca temos tempo para discussão – o calendário é sempre apertado, o aluno precisa estar em sala, lugar de aluno é na sala de aula, é tendo conteúdo, é não pensando e sim produzindo e reproduzindo – essa é a concepção de Educação).

Agradecemos e continuamos pedindo a todos que estão enxergando o que passa a Educação, assim como pedimos ao nosso Sindicato – POR FAVOR, NÃO ESMOREÇAM!
Professora Simone Dalpiaz,EEB Hercílio Deeke,Blumenau.”

domingo, 12 de junho de 2011

MOACIR PEREIRA - 12 de junho de 2011

12 de junho de 2011 | DC N° 9198
MOACIR PEREIRA

Origens do impasse

O Conselho Estadual de Educação vem acompanhando, com especial atenção, a greve dos professores. Seus membros não escondem grande apreensão sobre o impasse criado e a ausência de políticas públicas modernas para a melhoria do ensino. A escola pública continua perdendo, e há muito, a competição com o ensino particular.

A primeira causa da impressionante disposição dos professores de enfrentamento com o governo está na inexistência de política salarial. Nos últimos oito anos, professores e servidores não tiveram reajustes nos vencimentos para cobrir a inflação. Os governos Luiz Henrique–Eduardo Moreira–Leonel Pavan recorreram a abonos e gratificações. Concederam aumentos até generosos só para algumas categorias. Mas atualização salarial linear não existiu. Ficou, portanto, tudo represado. Fenômeno que explica, também, a posição irredutível dos professores pela manutenção da regência de classe e incorporação dos abonos. Não admitem perder os incentivos já agregados à remuneração.

A gestão da escola pública estadual também fermenta o movimento. Os professores recebem R$ 6 de vale-alimentação. Como a merenda escolar é terceirizada, eles estão proibidos de desfrutar do benefício. Levam marmitas para as escolas. Muitos utilizam fogãozinho a álcool para esquentar o almoço.

O estresse com a indisciplina atinge níveis insuportáveis ou acaba até na delegacia, como registram os boletins policiais. Os alunos perderam o respeito pelos professores. Os métodos de ensino estão defasados e não acompanham as novas tecnologias que as crianças se acostumaram a ver ou a usar em casa ou na rua.

ESTRUTURA

Durante visita, esta semana, à Associação Catarinense de Imprensa, o presidente do Conselho, professor Mauricio Pereira, apontava outro dilema incidente sobre a falta de qualidade: a ausência de avaliação. Em passado recente, as escolas eram fiscalizadas pelo chamado “inspetor escolar”. Sempre um educador emérito, um especialista em ensino que comparecia periodicamente nas escolas para avaliar metodologia, frequência, instalações físicas, bibliotecas, etc. Eram rigorosos. Funcionavam. Foram sucedidos por uma comissão de avaliação da Secretaria da Educação, cuja atividade ninguém conhece.

A criação das secretarias de Desenvolvimento Regional produziu mais burocracia e ação partidária do que política educacional de qualidade. Um problema que se agravou no atual governo pela radicalização que deputados, vereadores e líderes políticos dos partidos impõem na nomeação de gerentes educacionais e diretores de escolas. Na estrutura anterior, os coordenadores regionais de educação eram subordinados ao secretário da Educação. Executavam a política do governo. Com as secretarias regionais abriu-se um vácuo. Os secretários regionais não se reportam nem são subordinados ao secretário da Educação. Os gerentes educacionais das secretarias regionais, afilhados políticos, atendem aos secretários regionais ou a seus padrinhos. E os diretores das escolas, de igual modo, subordinam a ação muito mais aos projetos político-eleitorais do que à educação. É comum que diretores e gerentes transformem os cargos em plataformas para candidaturas às câmaras municipais. Ocorre, igualmente, que diretores de escolas mudem de filiação partidária para atender ao poderoso de plantão que conquistou o direito da indicação política.

Um problema grave e inexistente na maioria dos estados brasileiros, que, segundo o presidente do Conselho de Educação, transferem às comunidades escolares a escolha dos diretores.

A propósito: alguém conhece uma escola particular cujo diretor seja afilhado político de parlamentares ou dirigentes partidários? Ali, a escolha se dá, sempre e apenas, pela capacidade e pelo mérito.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Carta dos professores à comunidade

Senhores pais e alunos,

o governador colocou uma propaganda na TV dizendo que estava disposto a pagar o piso e que neste mês todos já receberiam. É mentira.

Há uma lei que determina que todos deveriam ter o piso salarial (salário-base) de 1.187,00 (professor que trabalha o dia inteiro, todos os dias), mais seu plano de carreira.

O que é o plano de carreira?

Há diferença no salário dependendo do nível de estudo do educador. O professor que tem só ensino médio (magistério) recebe um determinado valor; aquele que tem o 3º grau (faculdade), um pouco mais, e quem tem pós-graduação, um pouco mais. Também há diferença no salário de quem está iniciando e de quem está no fim de carreira.

Na primeira proposta, o governo enviou uma Medida Provisória para a Assembleia Legislativa querendo tirar este direito e pagar o piso apenas para quem está iniciando e não tem faculdade. Isto não é justo! Estudamos muito. Ele não está cumprindo a lei. O que ele quer fazer é desvalorizar quem estuda e o tempo de serviço no Magistério.

Na quinta-feira, dia 02 de junho, o governador reuniu-se, pela primeira vez, com os dirigentes do sindicato e anunciou uma nova proposta. No entanto, ela não atende à reivindicação da categoria, pois o governo incorporou (somou) ao vencimento as gratificações e abonos. Resultado final: não representa ganho nenhum.

A lei deve ser cumprida por todos, até mesmo por autoridades.

Caso ele não tivesse dinheiro para nos pagar, o governo federal complementaria. O que não vai acontecer, porque ficou provado que o Estado tem dinheiro, mas esse dinheiro foi desviado.

O governador pede que voltemos à sala de aula, mas se voltarmos, ele não cumprirá sua palavra, pois nem a lei ele cumpre.

Somos gratos a todos pelo apoio e pela compreensão. Sua ajuda é muito importante.

Professores da EEB Francisco Tolentino

Nova bomba para Colombo

Mais uma bomba financeira pode estourar no colo do governador Raimundo Colombo. O Supremo Tribunal Federal está julgando ação que pode resultar na garantia de reajustes anuais para servidores federais, estaduais e municipais. O ministro Marco Aurélio Mello, relator do processo, reconheceu o direito do funcionalismo à reposição das perdas impostas pela inflação. Em Santa Catarina, os professores só tiveram abonos e os servidores aumento de 1% no início do governo. Reajuste linear não aconteceu. O ministro disse que a correção monetária anual dos contracheques dos servidores públicos está prevista no inciso 10o do artigo 37 da Constituição.

Secretaria da Educação emite nota

É a seguinte a nota publicada no site da Secretaria da Educação sobre o encontro com os dirigentes do Sinte: “A Secretaria de Estado da Educação analisou a proposta aprovada na Assembléia estadual dos professores realizada ontem, 09, e entende que os valores apresentados superam o teto de aumento fixado em 22 milhões pelo Governo. Frente ao retrocesso em relação às propostas anteriores, conforme já externado na reunião da quarta-feira, 08, encerra as negociações com os representantes da categoria e solicita a retomada imediata das aulas. No final desta tarde, o Governo do Estado vai manifestar sua posição que será divulgada em nota oficial.”

professores na luta pelo piso

quinta-feira, 9 de junho de 2011

MUDANDO A HISTÓRIA DE SANTA CATARINA

Nossa greve tornou-se o maior “Movimento Histórico” do magistério catarinense. Nunca professores de regionais diferentes souberam e experimentaram a força que possuem juntos, formamos uma grande colcha de retalhos – rostos, gostos e tradições diferentes, mas iguais na profissão, nas dificuldades e condições que a educação catarinense propõe.

E de colcha de retalhos passamos a ser Bambu Chinês, nos vergamos até ao chão e não quebramos!!

Ah! Se a lendária Anita e seu Guiseppe Garibaldi estivessem nesta época, fariam parte de nosso “bando”…

Lá de Lages, mesmo nessa nevasca os “tropeiros” mudariam seu rumo e desceriam a serra, para caminharem conosco em nossas manifestações passivas.

Penso que Madre Paulina nos agraciaria com sua religiosidade e nos abençoaria nesta batalha. Que dos lados “têxtil” algodões e sintéticos seriam dados para amaciar aqueles que por horas pensam em desistir desse jogo duro. Que navios atracariam nos portos de Itajaí, São Francisco do Sul, Imbituba e Navegantes trazendo em container histórias e relatos aos montes, servindo de remédio para nossas dores, fortalecendo nossa luta.

Não esquecendo, que nos dias de “vento sul” os sambaquis nos protegeriam.

Seriamos aplaudidos pelos Bugreiros, Xoklengs, Kaigangs e Guaranis.

Cruz e Souza faria uma poesia em nossa homenagem, Dias velho levaria uma faixa – O PISO É LEI!, bem a frente de nossas manifestações.

Os portugueses constuiriam suas onze fortalezas, para servirem de escolas modelos. E nos momentos de fúrias, onde poucos entendem nossa retirada de sala, Joinville mostraria através do Teatro Bolshoi nossas angustias e sonhos por uma educação melhor,então , toda a sociedade bateria palmas a nosso favor, oferecendo a cada “profissional da educação” uma “Laelia Purpurata” – orquídea considerada a flor símbolo do estado de Santa Catarina, e nelas o “pão por Deus” contendo as palavras que gostaríamos de ouvir: “Fé, dignidade e trabalho” ( exteriorização da personalidade humana dominante na população nova-serranense)

Professores de Santa Catarina dando exemplo de engajamento

“Eu agora diria a nós, como educadores e educadoras: ai daqueles e daquelas, entre nós, que pararem com sua capacidade de sonhar, de inventar a sua coragem de denunciar e de anunciar. Ai daqueles e daquelas que, em lugar de visitar de vez em quando o amanhã, o futuro, pelo profundo engajamento com o hoje, com o aqui e com o agora, ai daqueles que, em lugar desta viagem constante ao amanhã, se atrelarem a um passado de exploração e rotina.”
(Paulo Freire)

A histórica mobilização dos professores

A assembléia estadual do Sinte foi a maior já realizada em Santa Catarina. Contados 231 ônibus vindos de todos os pontos do Estado. 14 mil professores, repetiu Alvete Bedin. Faixas espalhadas pelas arquibancadas, cartazes, tudo enfatizando o cumprimento da lei e o pagamento do piso na carreira.
Professores aposentados, jovens, idosos, homens e mulheres, roupas de todos os tipos, mas uma impressionante unidade nos discursos e nos aplausos.
Força do coletivo que se projetou depois na aprovação unânime, braços estendidos com empolgação singular, aprovando a continuidade da greve e a entrega da nova proposta ao governo.
Bem organizada, som funcionando muito bem e depois uma manifestação ordeira e pacífica. Uma passeata como nunca se viu de uma só categoria profissional em Florianópolis, em extensão, vibração e, outra vez, unidade na ação.
O que vai acontecer agora ninguém ousa prever. Mas a união dos professores em torno de suas bandeiras é um fato novo a ser avaliado.
Se o governador Raimundo Colombo tinha olheiros na assembléia e na passeata, a assessoria não dorme tranqüila neste fim de semana.

domingo, 5 de junho de 2011

Governo estuda pagar piso sem reajuste na tabela 19 de maio de 2011

Greve a favor da lei

A assembléia dos professores da rede estadual que decidiu, por unanimidade, pela decretação de greve geral a partir de 18 de maio, representa um marco na história do magistério catarinense. Primeiro, pelo número surpreendentes de participantes. Milhares superlotaram o salão principal do Centro de Convenções. Era até difícil circular lá dentro. Nos corredores, sentados no chão, centenas deles ouviam as defesas pela greve. No hall e nas outras salas, a TV transmitia os discursos, muitos indignados contra os baixos salários e pelo cumprimento da lei. Segundo, pela vibração dos professores e sua visível determinação de enfrentamento político para garantir o pagamento do piso salarial. Terceiro e mais importante: é a primeira vez que os professores partem para uma greve estadual em defesa da lei. Como proclamavam os cartazes expostos no Centrosul e as faixas exibidas na gigantesca passeata que tomou conta do centro de Florianópolis: “o governo está fora da lei”.

Flagrantes do movimento revelaram as razões do consenso. Os professores falavam com um misto de revolta contra o não pagamento do piso e de explosão pela disposição de luta. Num momento, semblante de desespero pelo padrão salarial. Em outro, a fisionomia de um inexplicável entusiasmo de partir para o campo de batalha.

Vai-se conferir e se tem muitas explicações convincentes. Professores com 29 anos dedicados à educação, 40 horas semanais de trabalho, duas especializações, última letra na carreira e remuneração total líquida de R$ 1.900,00. Um escândalo! Outros, inconformados com o que testemunham a seu redor. Escolas que não funcionam plenamente porque faltam professores. Nas comunidades, os habilitados buscam outros empregos. Os salários não atraem mais ninguém. Nem os professores de educação física, quase sempre prontos para ingressar na carreira. Uma tristeza, lamentam, prevendo cenário calamitoso na educação pública catarinense nos próximos ano

BLOG DO MOACIR PEREIRA

Construindo pontes

Professora Iara Regina Correa envia nova reflexão sobre a educação em SantaCatarina: “
Quando nos tornamos professores, surge um novo sonho….
Temos os planos mais perfeitos para nossos alunos, família e “carreira”.
Tentamos salvar alguns alunos das dores piores da vida, esquecendo das nossas.
Quando se é professor, temos que desisitir de muita coisa, porém, adquirimos sabedoria e habilidades para conseguir o que se deseja, dentro dos limites impostos no sistema – uma realidade que consiste de poderes diminuidos, liberdades restritas e, com seres humanos(crianças, adolescentes e adultos) de conexões diferentes.
Ao entrar na sala de aula, temos que distinguir a fição do fato, as fantasias e os sonhos daquilo que realmente acontece, aceitando os desafios!
A medida que o tempo passa, nossas lições de amor a profissão e a história da nossa caminhada, moldam as expectativas que temos da “educação”.
Embora não possamos atribuir todo o crédito, nem toda a culpa, pelos alunos que lançamos ao mundo, somos( depois da “família”) os principais modeladores de seu ambiente.
Em retrospecto, não tenho arrependimentos, e sei que, bem ou mal, o futuro me reserva mais, pois estou resolvida a continuar construir pontes.
Nikos Kazantzakis sugere que os professores ideais são os que se fazem de pontes, que convidam os alunos a atravessarem, e depois, tendo facilitado a travessia, desmoronam-se com prazer, encorajando-os a criarem as sua próprias pontes. PROFª IARA REGINA CORRÊA.”

Greve dos professores de SC: Sindicato afirma que medida provisória do Governo é inconstitucional

Em nota à imprensa, o SINTE protesta contra ação do Governo do Estado a respeito dos salários dos professores da rede pública de Santa Catarina.

Leia na íntegra:

"As assembleias regionais dos trabalhadores em Educação da rede pública estadual realizadas durante esta 3ª feira, 24 de maio de 2011, em todo o estado, decidiram, por unanimidade, pela continuidade da greve da categoria, que reivindica o cumprimento da Lei do Piso Nacional.

A greve do magistério estadual completa nesta 3ª feira uma semana, com a adesão cada vez maior de trabalhadores revoltados com o descaso do Governo do Estado no que diz respeito a educação pública de Santa Catarina.

Foto: Silva CanellaA revolta aumentou depois que o Governo se recusou a negociar com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Estadual de Santa Catarina (SINTE/SC) e apresentou uma Medida Provisória, destruindo a carreira do magistério.

Vale alertar que a Medida Provisória é flagrantemente inconstitucional, não só porque ofende as Constituições Federal e Estadual, mas também por ser um atentado contra a valorização do magistério. Sendo mantida a Medida Provisória, o SINTE/SC já acionou a sua assessoria jurídica para buscar na Justiça a sua inconstitucionalidade.

A greve dos trabalhadores em Educação é forte e coesa em todo o estado, com a adesão de mais de 91% da categoria. Os professores que não estavam paralisados, ao saberem da medida arbitrária do Governo em achatar os salários, estão aderindo ao movimento de greve mostrando sua indignação. Pais e alunos estão solidários ao movimento de paralisação dos educadores.

O SINTE/SC reafirma sua disposição de reabertura de diálogo com o Governo do Estado e está estudando uma contraproposta."

Greve dos professores de SC

Professores da rede estadual de ensino de Santa Catarina decidiram entrar em greve após assembleia realizada no final da tarde desta quarta-feira, em Florianópolis. Segundo a Polícia Militar (PM), cerca de 10 mil educadores participaram do protesto, a maior mobilização já realizada pela categoria no Estado.

Ao sair da reunião que definiu a greve, houve um princípio de tumulto por causa de uma decisão da Polícia Militar do Estado de fechar o portão principal do centro de convenções de Florianópolis, impedindo a saída do carro de som e dos trabalhadores.

Segundo o Sindicato dos trabalhadores em educação (Sinte), organizador do evento, a corporação exigia que a caminhada fosse feita por uma passarela de pouco mais e dois metros de largura e não pela avenida Governador Gustavo Richard, como haviam combinado previamente.

De acordo com a Polícia Militar, a medida foi tomada para garantir a segurança dos manifestantes e dos motoristas que trafegavam pela avenida e para evitar um confronto a passagem foi liberada.

Com faixas e cartazes, os docentes cobraram do governo catarinense que pague o piso salarial nacional definido em lei. Após o protesto, os professores caminharam pelo centro de Florianópolis e causaram tumulto no trânsito. Batedores da Polícia Militar e um helicóptero acompanharam a manifestação, que passou pela Assembleia Legislativa e pela secretaria de estado da Educação.

A paralisação geral das atividades em todas as escolas do Estado, que irá afetar 700 mil alunos, está marcada para começar na próxima quarta-feira. Nos próximos dias, os professores devem orientar os pais e os alunos sobre a decisão da greve.

O governo catarinense, que recorreu à Justiça contra o piso nacional do Magistério, apresentou uma proposta de pagamento de R$ 1187 de salário, incluindo os abonos, valor que não foi aceito pela classe. Pela lei, o valor deve ser pago sem a inclusão de benefícios como o abono salarial.