Nossa greve tornou-se o maior “Movimento Histórico” do magistério catarinense. Nunca professores de regionais diferentes souberam e experimentaram a força que possuem juntos, formamos uma grande colcha de retalhos – rostos, gostos e tradições diferentes, mas iguais na profissão, nas dificuldades e condições que a educação catarinense propõe.
E de colcha de retalhos passamos a ser Bambu Chinês, nos vergamos até ao chão e não quebramos!!
Ah! Se a lendária Anita e seu Guiseppe Garibaldi estivessem nesta época, fariam parte de nosso “bando”…
Lá de Lages, mesmo nessa nevasca os “tropeiros” mudariam seu rumo e desceriam a serra, para caminharem conosco em nossas manifestações passivas.
Penso que Madre Paulina nos agraciaria com sua religiosidade e nos abençoaria nesta batalha. Que dos lados “têxtil” algodões e sintéticos seriam dados para amaciar aqueles que por horas pensam em desistir desse jogo duro. Que navios atracariam nos portos de Itajaí, São Francisco do Sul, Imbituba e Navegantes trazendo em container histórias e relatos aos montes, servindo de remédio para nossas dores, fortalecendo nossa luta.
Não esquecendo, que nos dias de “vento sul” os sambaquis nos protegeriam.
Seriamos aplaudidos pelos Bugreiros, Xoklengs, Kaigangs e Guaranis.
Cruz e Souza faria uma poesia em nossa homenagem, Dias velho levaria uma faixa – O PISO É LEI!, bem a frente de nossas manifestações.
Os portugueses constuiriam suas onze fortalezas, para servirem de escolas modelos. E nos momentos de fúrias, onde poucos entendem nossa retirada de sala, Joinville mostraria através do Teatro Bolshoi nossas angustias e sonhos por uma educação melhor,então , toda a sociedade bateria palmas a nosso favor, oferecendo a cada “profissional da educação” uma “Laelia Purpurata” – orquídea considerada a flor símbolo do estado de Santa Catarina, e nelas o “pão por Deus” contendo as palavras que gostaríamos de ouvir: “Fé, dignidade e trabalho” ( exteriorização da personalidade humana dominante na população nova-serranense)
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