FAZER A DIFERENÇA PODERÁ MUDAR O MUNDO...MESMO QUE SEJA DAQUI A 100 ANOS.

SE HOJE PENSO ASSIM É PORQUE TENHO MINHA FAMÍLIA COMO UMA GRANDE REFÊRENCIA... EM ESPECIAL MEUS AVÓS NADIR E JOSÉ FARIAS; MINHA MÃE ,CLEUSA, PESSOA QUE DEVO MUITO,MEUS ALUNOS E AMIGOS QUE ME INCENTIVARAM E DEIXARAM MARQUINHAS NA MINHA VIDA PESSOAL E PROFISSIONAL E MEU MAIOR ORGULHO -MEUS MARAVILHOSOS FILHOS,MARIANA E LEONARDO CORRÊA BOENG, PRESENTES QUE A VIDA ME DEU...

domingo, 5 de junho de 2011

Greve a favor da lei

A assembléia dos professores da rede estadual que decidiu, por unanimidade, pela decretação de greve geral a partir de 18 de maio, representa um marco na história do magistério catarinense. Primeiro, pelo número surpreendentes de participantes. Milhares superlotaram o salão principal do Centro de Convenções. Era até difícil circular lá dentro. Nos corredores, sentados no chão, centenas deles ouviam as defesas pela greve. No hall e nas outras salas, a TV transmitia os discursos, muitos indignados contra os baixos salários e pelo cumprimento da lei. Segundo, pela vibração dos professores e sua visível determinação de enfrentamento político para garantir o pagamento do piso salarial. Terceiro e mais importante: é a primeira vez que os professores partem para uma greve estadual em defesa da lei. Como proclamavam os cartazes expostos no Centrosul e as faixas exibidas na gigantesca passeata que tomou conta do centro de Florianópolis: “o governo está fora da lei”.

Flagrantes do movimento revelaram as razões do consenso. Os professores falavam com um misto de revolta contra o não pagamento do piso e de explosão pela disposição de luta. Num momento, semblante de desespero pelo padrão salarial. Em outro, a fisionomia de um inexplicável entusiasmo de partir para o campo de batalha.

Vai-se conferir e se tem muitas explicações convincentes. Professores com 29 anos dedicados à educação, 40 horas semanais de trabalho, duas especializações, última letra na carreira e remuneração total líquida de R$ 1.900,00. Um escândalo! Outros, inconformados com o que testemunham a seu redor. Escolas que não funcionam plenamente porque faltam professores. Nas comunidades, os habilitados buscam outros empregos. Os salários não atraem mais ninguém. Nem os professores de educação física, quase sempre prontos para ingressar na carreira. Uma tristeza, lamentam, prevendo cenário calamitoso na educação pública catarinense nos próximos ano

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